Burrice - Sua Influência na Preparação
Certa vez dois bandidos, visitaram o castelo de um rei em terras distantes. Este rei era muito vaidoso e orgulhoso, ele passava todo o tempo em seu quarto de vestir, mudando as roupas uma após a outra. Este rei era conhecido pela sua vaidade, que devido a ela ignorava muitas outras coisas importantes em seu reino, e gostava de sair para os teatros e locais públicos apenas para mostrar suas vestimentas. Os dois bandidos aproveitaram-se disso e fizeram-se passar por alfaiates. Eles declararam ao rei serem alfaiates capazes de tecer os melhores e mais belos panos e roupas do mundo. E disseram que a sua melhor obra era uma roupa de beleza sem igual, mas que somente as pessoas inteligentes e merecedoras de seus cargos poderiam vê-las. O rei achou aquilo espetacular, ele teria roupas muito belas, e ainda poderia descobrir quais dos seus oficiais não estariam aptos ao cargo, ou desprovidos de inteligência. O rei então, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu aos bandidos que fizessem uma roupa dessas para ele.
Os bandidos cobraram do rei um alto valor, pago em baús cheios de riquezas, fios de ouro e rolos de seda. No entanto os enganadores guardavam todo o tesouro recebido e mantinham-se fingindo tecer fios invisíveis, e todas as pessoas ao redor alegavam ver o maravilhoso tecido.
Até que um dia, o rei muito curioso enviou o seu mais antigo ministro para verificar o progresso de sua nova vestimenta. O velho ministro, no entanto nada viu, apenas teares vazios, apavorou-se e pensou: “Céus, será possível que eu seja um tolo? Se é assim ninguém deverá sabê-lo e não direi a ninguém que não vi o tecido.” Com medo de ser desprovido de inteligência e não merecer o seu cargo, logo afirmou estar vendo vestes maravilhosas com combinação de cores dignas de uma grande obra de arte. Assim ele voltou ao rei e afirmou que os tecelões estavam fazendo uma bela obra.
Certo dia o rei se cansou de esperar, e ele e seus cortesões foram visitar a sala onde trabalhavam os impostores. Eles estavam trabalhando como nunca.
- É magnífico! Disseram os cortesões sem nada ver além de teares vazios. Veja majestade que delicadeza, que combinação de cores!
O rei que nada via estava aflito, então pensou: “serei eu um tolo que não tem capacidade de ser um rei? Isso certamente é a pior coisa que pode me acontecer! Não permitirei que outros saibam que não posso ver o tecido!”
Assim o rei declarou em voz alta:
-Que beleza, é maravilhoso!
Aconselharam ao rei que usasse sua nova vestimenta em um desfile. E assim ele o fez, e toda as pessoas afirmavam ver uma maravilhosa roupa, e diziam:
-Que linda é a nova roupa de nosso rei! Que belo manto! Que tecido perfeito!
E dentre todas aquelas pessoas medrosas e mentirosas, somente uma criança teve a coragem de dizer que o rei estava nu.
Resumo do conto de Hans Christian Andersen; A nova roupa do rei.
Albert Einstein disse certa vez: “duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Mas a respeito do universo ainda tenho duvidas”. Mas o que é a burrice? Não temos ainda uma definição precisa, muitos pensam que a burrice é uma falta de inteligência, mas não é bem isso. Talvez seja o negligenciar o uso da inteligência. Uma pessoa pode ser muito criativa e responsável em vários aspectos, no entanto sempre existe alguns em que ocorre o oposto, e na maioria das vezes é sobre algo que pouco se sabe, mas que se pensa saber. Assim quando menos se espera ela surge; burra, mas orgulhosa; burra, mas com convicção.
A burrice pode ser entendida como aquilo que uma pessoa faz que produz dano a si, ou a outros, sendo que neste segundo não se ganha nada em troca. Esta famosa nasce principalmente de convicções adotadas inconscientemente, onde o individuo acredita em algo por influência do meio e não por livre escolha e reflexão consciente. Ela também vem do orgulho, o conto de Andersen ilustra isso maravilhosamente bem. Nós podemos admitir que somos tristes, deprimidos, angustiados, aflitos, perdidos, indecisos, etc. Mas nunca BURROS.
Se burrice ficasse restrita ao campo mental talvez não fizesse tanto dano. A burrice é algo que reflete-se principalmente em comportamentos, e é aí que mora o grande perigo. Quando uma pessoa esta sendo idiota, ela não usa de reflexão, não desafia e questiona seus pensamentos e comportamentos, ela age de forma automática, com uma poderosa sensação que diz que aquilo é o correto ou que aquilo é o melhor, ou ainda que é a única opção.
É nesse ponto que entra o propósito da burrice humana. Como tudo no universo, a burrice também tem um propósito existencial, que é uma das variáveis evolutivas do ser humano. A burrice como citado acima, nos faz agir precipitadamente sem reflexão, o que leva a um erro, e a ter que lidar com esta conseqüência. O erro leva a um crescimento pela dor, ou por uma insatisfação. Quanto mais erramos mais aprendemos, mais nos desenvolvemos. Assim é sábio aquele que aprende com suas burrices.
Para entender melhor a burrice é interessante comentar as conclusões do pesquisador italiano, Giancarlo Livraghi.
1. Em cada um de nós existe um fator de burrice sempre maior do que imaginamos. Essa conclusão parece ser cruel. Mas pensemos um pouco. Se a burrice é uma expressão de um condicionamento ditado por história pessoal, onde ocorreram experiências que cravaram um comportamento especifico no inconsciente do individuo sem a sua escolha consciente, é lógico que temos pouca percepção de sua grandeza. A burrice esta escondida naquilo que fazemos ou/e deduzimos sem pensar, com uma poderosa convicção que não abre espaço para novas possibilidades de atuação. Assim ela fica pouco perceptível, pois o individuo não sabe que não sabe, fazer algo sabiamente.
2. Quando a burrice de uma pessoa se alia à de outras, o efeito cresce em proporções geométricas; ocorre uma multiplicação e não a soma dos fatores individuais de burrice. É incrível como que burrice gera burrice em um contexto social. O ser humano é um ser sociável e sistêmico, onde as atuações humanas influenciam-se mutuamente para formar um comportamento padrão de massa. Para ficar mais simples, entenda que uma pessoa é um elemento dentro de um conjunto de elementos, que são as outras pessoas. Este conjunto de elementos – ou pessoas – forma um sistema que é criado pela contribuição de cada pessoa individualmente, e por sua vez esta contribuição individual é determinada em grande parte pelo sistema, ocorrendo uma influência mutua. Isto é fundamental para haver a coerência e aceitação entre os membros de um grupo. Assim uma burrice de um individuo, tende a ser agravada por um segundo – que absorve aquela burrice como algo correto e saudável para ele – fornecendo uma parte de contribuição para que aquela burrice torne-se ainda mais burra, e assim com um terceiro e um quarto, e se transforma em um padrão de comportamento idiota de um grupo.
3. Combinar inteligências de várias pessoas é mais difícil que juntar as burrices. É muito mais difícil! Quando uma pessoa age inteligentemente, ela esta refletindo de forma imparcial e não egóica. Ela busca novas informações, cria novas possibilidades, faz uso da memória, criatividade, discernimento, imaginação e assim por diante. Logo com o uso de habilidades mentais tão apuradas, ocorre facilmente pontos de não concordância com outros. O que constrói o alicerce destas habilidades mentais são coisas muito intrínsecas e pessoais do individuo, que dizem respeito a sua história de vida, e ao que tudo isso o treinou para atuar no mundo. Assim as pessoas ao pensarem pensam diferentemente, elas exploram seus pontos de vista através de reflexões únicas, individuais, então ocorrem pontos de não concordância, e que muitas vezes são agravados pela comunicação ineficiente. São pontos de não combinação onde esta escondido uma grande oportunidade de crescimento mútuo, que livre do orgulho, as diferentes idéias podem se combinar e criar algo grandioso.
Isso é diferente da burrice. Na burrice uma pessoa faz ou fala algo e o(s) outro(s) apenas assina(m) embaixo, concordando e dando seqüência ao comportamento idiota, porque é comum, porque todos fazem, porque não se quer dar o trabalho de pensar e de acabar sendo diferente dos demais por isso. Logo unir burrices é muito simples, pois como disse Henry Ford “pensar é o trabalho mais pesado que há, e talvez seja essa a razão para tão poucos se dedicarem a isso.” E também as palavras de Tomas Edison: “Não há expediente ao qual um homem não recorra para evitar o trabalho verdadeiro de pensar.”
A preparação para concursos públicos tem muitos exemplos de burrices. Ela nasce principalmente da desinformação, e o que a preserva é o orgulho de muitos candidatos em não aceitar que os profissionais da área podem lhe ajudar.
A burrice também é elaborada, lapidada e enaltecida em conversas de corredor que fortificam os conceitos deturpados resultantes de um não pensar. Assim enobrecem-se as dificuldades, os problemas, e tudo o que pode manter a mesmice tão amada.
A burrice também é mantida pelo medo, e pelo não merecimento. Quando falo sobre medo, falo sobre o medo do sucesso. Muitos candidatos não sabem exatamente o que acarretará em suas vidas ter um bom salário, boas férias, estabilidade, segurança, etc. É uma situação diferente para muitos onde esta uma nova realidade, que pode levar as demais pessoas com que o candidato se relaciona a tratá-la de forma diferente. E o agora funcionário público, certamente será uma nova pessoa, pois terá muitas coisas que antes não tinha, contando a incrível experiência de aprendizado vivencial do concurso público. Então o medo do desconhecido pode levar o candidato a agir mecanicamente, fazendo e pensando como a maioria, e assim torna-se apenas mais um.
Muitos candidatos inconscientemente fazem uso da burrice por não se acharem merecedores dos benefícios de ser um funcionário público. Pode parecer absurdo, mas ocorre. Lawrence E. Harrison comenta em seu livro Subdesenvolvimento é um Estado de Espírito, que os latino-americanos tem características impressas em sua cultura que inibem o desenvolvimento. As singularidades somadas da auto-estima e auto-confiança de cada individuo, constrói uma realidade de um povo. Os indivíduos não crêem no seu poder criador e merecedor de recebimentos, e isso influência em toda a estrutura de uma sociedade. Assim a forma de ver o mundo como algo acima dos recursos e capacidades do “eu”, inibe o sucesso, tanto a nível individual quanto social. Como nas palavras do intelectual peruano Augusto Salazar Bondy: O subdesenvolvimento não é apenas uma coleção de índices estatísticos que permitem que seja delineado um quadro sócio-econômico. É também um estado de espírito, um modo de expressão, uma forma de ver as coisas e uma personalidade coletiva marcada por enfermidades crônicas e formas de desajustamento.
Há sim, uma presença forte de convicções orgulhosas que fazem uso da burrice para manterem-se vivas e que não levam o candidato a lugar algum, a não ser a afirmação de incompetências, a ser e agir igual a todos, e a manutenção do estado de vida atual. Portanto a burrice é uma presente invisível e atuante em todo o processo, mas só para aqueles que não estão dispostos a percebê-la e insistem em ignorá-la.
Por outro lado a burrice tem remédio e é mais fácil do que se pensa.
Continua...
Vídeo aulas de Raciocínio Lógico com o professor Mercuri

Novas vídeo aulas de Raciocínio Lógico. Desta vez com o professor Sergio Mercuri. As aulas estão divididas em 4 parte.
Seguem os links abaixo:
PARTE 1 (14.60 MB)
PARTE 2 (12.94 MB)
PARTE 3 (11.04 MB)
PARTE 4 (11.24 MB)
Video aulas de Direito Civil para Concursos e prova da OAB
- Capítulo 1
- Aula 1: Lei de Introdução ao Código Civil (LICC)
- Capítulo 2
- Aula 1: Das Pessoas Físicas
- Aula 2: Das Pessoas Jurídicas
- Aula 3: Dos Bens
- Capítulo 3
- Aula 1: Dos Fatos e Negócios Jurídicos e Prova
- Aula 2: Da nulidade dos Atos Jurídicos - Parte I
- Aula 3: Da nulidade dos Atos Jurídicos - Parte II
- Aula 4: Prescrição, Decadência
- Capítulo 4
- Aula 1: Direito das Obrigações - Conceito de Obrigação
- Aula 2: Principais Classificações das Obrigações
- Aula 3: Principais Classificações
- Aula 4: Do Pagamento Direto
- Aula 5: Das Regras Especiais de Pagamento e das Formas de Pagamento Indireto
- Aula 6: Da Inexecução da Obrigação
- Capítulo 5
- Aula 1: Noções Introdutórias
- Aula 2: Formação e Extinção dos Contratos
- Capítulo 6
- Aula 1: Contratos em Espécie I. Compra e Venda.
- Aula 2: Contratos em Espécie II. Compra e Venda.
- Aula 3: Contratos em Espécie III
- Aula 4: Contratos em Espécie IV
- Aula 5: Contratos em Espécie V
- Aula 6: Contratos em Espécie VI
- Capítulo 7
- Aula 1: Responsabilidade Civil: Espécies, Pressupostos, Excludentes.
- Aula 2: Responsabilidade Civil: Indenização, Dano Moral, Responsabilidades Especiais.
- Capítulo 8
- Aula 1: Posse
- Aula 2: Propriedade I.
- Aula 3: Propriedade II.
- Aula 4: Condomínio. Co-Propriedade.
- Aula 5: Direitos Reais de gozo ou fruição
- Aula 6: Direitos Reais de Garantia.
- Capítulo 9
- Aula 1: Casamento e União Estável
- Aula 2: União Estável
- Aula 3: Regime de Bens no Casamento
- Aula 4: Dissolução da Sociedade e Vínculo Conjugal
- Aula 5: Dos Alimentos
- Aula 6: Tutela, Curatela, e Ausência
- Aula 7: Relações de Parentesco
- Aula 8: Adoção
- Capítulo 10
- Aula 1: Da Sucessão
- Aula 2: Herança
- Aula 3: Sucessão Testamentária
- Aula 4: Inventário, Arrolamento, Partilha, Da Colação e Da Sonegação
Links para download:
DIREITO CIVIL.part01.rar
DIREITO CIVIL.part02.rar
DIREITO CIVIL.part03.rar
DIREITO CIVIL.part04.rar
DIREITO CIVIL.part05.rar
DIREITO CIVIL.part06.rar
DIREITO CIVIL.part07.rar
DIREITO CIVIL.part08.rar
DIREITO CIVIL.part09.rar
DIREITO CIVIL.part10.rar
Livro - Direito Constitucional – Alexandre de Moraes (13ª Edição)
Este livro condensa a análise doutrinaria e jurisprudencial da Constituição Federal, proporcionando segura fonte de consulta para a solução das problemáticas constitucionais e seus reflexos, nos diversos campos do Direito. Trata-se de um estudo profundo das normas constitucionais atuais, comparando-as com as Constituições brasileiras anteriores e de diversos países.
A obra é enriquecida com a citação da posição do Supremo Tribunal Federal em todas as questões importantes, indicando os repertórios ou mesmo o Diário da Justiça onde a íntegra da ementa ou do acórdão poderá ser encontrada.
Simulador para Concursos Públicos

Aqui, 1001 provas anteriores de concursos públicos para você imprimir e resolver. Há também simulados que podem ser resolvidos na tela do programa. Assim, você confere o seu desempenho e descobre o que precisa estudar.
Concurso Público Simulador parte 01 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 02 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 03 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 04 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 05 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 06 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 07 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 08 Clique Aqui!
Concurso Público Simulador parte 09 Clique Aqui!
"Construtores e não Construtores"
www.williamdouglas.com.br
Um livro que li classifica as pessoas em “construtores” e “não construtores”. O primeiro grupo cria coisas, muda futuros, realiza-se. As pessoas “não construtoras” são as que, por alguma razão, acabam não conseguindo ter metas, ou concretizá-las. Razões para isso existem muitas, claro.
Você, concurseiro, por suas escolhas e atitudes, por estar aqui lendo sobre como passar... certamente faz parte do grupo de construtores. Gostaria que fosse, então, um construtor de primeira linha e que não esmorece diante dos desafios que vêm naturalmente. É, de fato, não existe um carimbo de “CONSTRUTOR” e outro de “NAO CONSTRUTOR” com o qual alguém bata na testa dos recém-nascidos. As pessoas é que vão escolhendo o que se tornarão através de suas atitudes, pensamentos e comportamentos.
A soma de atitudes e pensamentos define os comportamentos e estes definem os resultados. E, claro, somos nós quem definimos, pela escolha ou pela omissão, quais serão nossas atitudes (posturas diante da vida e dos desafios) , nossos pensamentos (o primeiro “campo de batalha”) e nossos comportamentos (que, no final das contas, são o vetor que muda a realidade material, o mundo externo).
Embora possam existir decisões pontuais, grandes, emblemáticas, em regra o que define os resultados é uma série de milhares de pequenas decisões cotidianas. Colhemos o que plantamos e essa é uma atividade do dia a dia, da rotina que adotamos.
Pois bem, um dos pontos a serem observados para sermos bons construtores, bons realizadores de idéias, bons alteradores da realidade, é a capacidade de dar um ponto final em algumas situações. É a idéia do “caso encerrado”.
Segundo o livro Sucesso Feito para Durar - Histórias de pessoas que fazem a diferença (Jerry Porras, Stewart Emery e Mark Thompson. Porto Alegre: Bookman, 2007):
“Os Construtores acabam optando por deixar algo para trás não porque o estejam negando, mas porque devem se manter focados no que estão construindo. Isso não significa que tudo foi perdoado, ou que a dor está completamente curada, ou que todas as injustiças que podem ter sofrido foram ignoradas. Eles tentam reescrever a história ou limpar sua ficha. Tampouco fingem que nada aconteceu. Eles simplesmente decidem encerrar o caso e seguir adiante. Ficar obcecado com os ressentimentos mantém vivos esses mesmos ressentimentos; deixá-los para trás os obriga a morrer enquanto retomamos nossa vida.
Alguns chamam isso de ‘conclusão’ ou ‘absolvição’, o que no entanto implica que há perdão, resolução ou restituição – ou pelo menos uma apologia adequada. Infelizmente, quando acontecem coisas ruins, muito do que ocorre raras vezes é resolvido ou sanado completamente. Mesmo assim, os Construtores encontram um caminho para seguir adiante, de forma que possam criar seu futuro. A raiz da palavra ‘perdoar’ (forgive) é deixar para lá – encerrar.
‘Encerrar é uma palavra forte’, disse a reverenda Deborah Johnson. ‘Quando algo é encerrado, acabou. Quando está encerrado, não se dica voltando ao assunto.’ Tal é a forma como as pessoas bem-sucedidas procedem. Elas não chamam isso necessariamente de perdão, mas, com efeito, deixam de fazer da culpa um meio de vida.”
É exatamente sobre este tema que pretendo tratar no artigo de hoje: encerrar, terminar, finalizar coisas. O trecho acima versa exatamente sobre a capacidade de colocar um ponto final sobre assuntos que incomodam de alguma forma, seja por trauma, injustiça ou revolta. Claro, isso não quer dizer esquecer a lição ou não extrair de acontecimentos ruins ou injustos algum aprendizado ou determinação para mudar o estado das coisas. O que não funciona é ficar se martirizando e vivendo no passado.
Muitas pessoas me escrevem relatando dificuldade em superar acontecimentos de suas vidas, sejam pessoais, sejam profissionais ou financeiros e até em relação a matérias e professores com as quais houve algum trauma. Tudo isso influencia a vida cotidiana e, claro, a maratona dos concursos
Existem vários exemplos, tanto no plano pessoal quanto no plano profissional. No nosso caso específico, juntarei o “profissional” ao pessoal e tratarei em separado do campo da preparação para provas e concursos. Contudo, como sempre disse em meus livros, as questões pessoais (autoestima, autoconfiança, família, saúde etc.) influenciam decisivamente a questão profissional.
NO CAMPO PESSOAL:
- Exemplo 1 - Um pai ou mãe que perdem um filho e não são capazes de recomeçar a sua vida, como se fazer isso fosse uma traição ao filho falecido
- Exemplo 2 - Um empreendedor que perdeu todas suas economias em um negócio ruinoso, ou por ter sido enganado pelo sócio, ou vítima de uma tragédia (incêndio, desastre etc.).
- Exemplo 3 - Um homem ou mulher não conseguem reconstruir sua vida após uma separação, divórcio ou traição.
- Exemplo 4 - Uma pessoa não consegue seguir adiante após algum fato muito desagradável, como uma humilhação pública ou uma demissão injusta. Conheço casos de pessoas cujas vidas ficaram literalmente paradas aguardando, por exemplo, um processo judicial cível ou trabalhista que, em tese, iria reparar a injustiça sofrida. Contudo, não estavam sendo capazes de deixar o processo andar e ir cuidar de suas vidas. E, com a morosidade do Judiciário, imagine o quanto problemático é deixar a vida parada até que um processo se resolva, já que todos sabem que isso pode demorar anos, até décadas
NO CAMPO DOS CONCURSOS, existem vários tipos de "traumas":
- Exemplo 1: as reprovações (especialmente as injustas ou por poucos décimos), o que vai se agravando caso a pessoa comece a demorar a passar ou a ter reprovações em muitos concursos seguidos. Isso é tanto mais grave quanto menos a pessoa tiver a noção de que os concursos são um projeto de médio a longo prazo.
- Exemplo 2 - pessoas que passam, mas não estão entre os classificados. Ficam em 150.000, 20.000 etc., e acham que nunca chegarão na zona de chamada. Bem, nesse concurso não, mas nos futuros isso irá acontecer desde que continue a melhorar, ainda mais sabendo que os que estão sendo aprovados não voltam para fazer de novo o mesmo concurso.
- Exemplo 3 - Pessoas que passam entre os classificados ou em classificação que permita ser chamado no prazo do edital, mas que não são convocadas imediatamente. Nessas hipóteses, passam muito tempo numa angústia sobre se “dará tempo ou não” de ser chamado. O pessoal em cadastro de reserva também sofre com essas dúvidas. Embora seja útil fazer concurso para “cadastro de reserva”, a ansiedade sobre eventual chamada ou não pode ser ruim se não for controlada.
- Exemplo 4 - Pessoas que são aprovadas honestamente em um concurso e o mesmo é anulado por fraude, ou que ouvem boatos (às vezes não é só boato, infelizmente) de fraude no concurso.
- Exemplo 5 - Pessoas que estão estudando seriamente para concurso, com antecedência, Às vezes tendo largado o emprego, e que são “atropeladas” por medidas e anúncios governamentais de que não haverá concurso aquele ano ou para aquele cargo.
Ainda há outros casos, como os das pessoas com dificuldade de conciliar estudo e trabalho ou o relacionamento aos estudos etc. É para todas essas pessoas que quero sugerir o carimbo de “CASO ENCERRADO”.
Ele é uma simples e eficiente solução para solucionar seus conflitos dando um “basta” ao sofrimento, encerrando o assunto e abrindo espaço para mudanças e melhorias.
Se você tem algum caso que mereça ser encerrado, pode contá-lo para mim através do contato deste site, do meu site ou da minha comunidade no Orkut. Em qualquer caso, hoje a idéia é trazer o tema à discussão. Semana que vem falarei mais um pouco sobre o assunto.
Pense se você está gastando energia emocional com o passado, decida – se for o caso – a dar umas “carimbadas” de “CASO ENCERRADO” e, este é um convite, volte semana que vem para conversarmos mais sobre este assunto.
Com abraço fraterno,
William Douglas
Somos o resultado do que pensamos
Como eles ocorrem?
* Que tipo de pensamento é mais frequente?
* O que surge em primeiro lugar em sua mente quando tem um problema?
* Como você reage quando é elogiado por alguém?
* Como se sente no trânsito congestionado, numa reunião chata e numa roda de amigos que só falam bobagens?Depois faça a seguinte experiência: durante uma semana procure pensar positivamente sobre tudo o que acontece a sua volta. É difícil, mas é um exercício extremamente interessante.Antes de sair de casa visualize um dia fantástico. Ao participar dos diversos eventos diários tenha sempre em mente o lado positivo das coisas. Mesmo quando algo não sair como esperava, busque o lado positivo.Tente se relacionar com pessoas que conhece e não conhece de modo menos defensivo e reativo. Pare antes de reagir a uma provocação e lembre-se deste exercício. Quando sentir raiva por alguma razão, tente controlar os pensamentos e atitudes. Enfim, fique atento aos seus pensamentos e suas ações, buscando constantemente elevá-los para o lado positivo.No início poderá ser mais complicado, pois não temos este hábito. A vida moderna nos torna cada vez mais competitivos, reativos e impacientes. Mas persista, ao menos por uma semana. Ao final dela faça um levantamento de como se saiu. Como reagiu às adversidades? Como se sentiu nas situações que passou? Como as pessoas reagiram? Gostou da experiência? Houve alguma situação que não conseguiu ter controle? Percebeu alguma mudança em você mesmo e nos outros?Não recomendo fazer o exercício contrário, pois o resultado poderá ser realmente negativo. Não há necessidade de experimentarmos algo que não nos faz bem.O fato é que ao modelarmos positivamente nossos pensamentos teremos condições de lidar com tudo que vivemos de forma mais gratificante e produtiva. Sentimo-nos melhores. As pessoas ao nosso redor também sentem e passam a reagir conforme nossas atitudes. É a base para o comportamento operante. Os estudos da Psicologia Comportamental demonstram que podemos condicionar nosso próprio comportamento e dos demais com as atitudes que queremos.Por isso, não basta apenas pensar positivamente para ter algum resultado prático. É necessário agir. Ficar sentado durante horas apenas pensando não trará o objeto de seu desejo. Contudo, quando começamos nossas atividades diárias emitindo pensamentos positivos, começamos de forma diferente, mais centrada, mais focada naquilo que realmente importa. Os fatores negativos continuarão existindo, porém não terão o mesmo efeito de quando estamos dispersos, deprimidos ou ansiosos.Não há mágica, nem tampouco ilusionismo. Apenas somos o resultado daquilo que pensamos de nós mesmos. A base é simples: se quer ver alguma mudança em sua vida, comece mudando seus pensamentos. Pensamentos positivos nos levam a ações positivas. Ações positivas geram hábitos saudáveis. Hábitos saudáveis ocasionam uma estrutura de caráter agradável, carismática e instigante. O caráter define quem você é, o que pensa e o que faz.Então pense, reflita e promova pequenas ações em seu dia-a-dia. Deixe de lado os velhos e ineficazes paradigmas, dogmas e pré-conceitos. Experimente diariamente coisas novas. Abra sua mente para novas possibilidades. Arrisque! Desfrute as novas oportunidades. Comece pensando positivamente sobre você e tudo que está a sua volta. Sucesso.
Fonte: rh.com.br
O Estudo diário é que faz o crescimento do aluno
O professor observa mudanças profundas na área de concursos. Hoje, segundo ele, a “decoreba” está ultrapassada, o candidato tem que entender a matéria, porque as perguntas priorizam isto, esta mudança foi significativa no que se refere a qualidade das questões de concurso.O candidato tem que ter método de estudo e estratégia para resolver as questões.“Acho que isto tem faltado a muitos, mesmo com a variedade de material didático que tem sido oferecido aos alunos. Talvez esteja faltando atualmente aquele contato mais pessoal do professor com o aluno, algo que era mais praticado em anos anteriores”.Celso Fleming iniciou a sua carreira ainda muito cedo, com apenas 27 anos foi aprovado no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal. Através de sua experiência como professor, Fleming pode afirmar, “quem passa em concurso não é necessariamente aquele que é gênio ou um excelente profissional liberal, mas o aluno que de maneira pragmática e objetiva se propõe a absorver uma determinada quantidade de informações. Cumpra o seu programa sem ansiedades pela data de divulgação do edital seguindo o seu projeto e ritmo de estudos sempre sem interrupções”, alerta o professor.Para Celso Fleming as aulas tele-presenciais estão aí para beneficiar o aluno de qualquer região, especialmente aquelas mais distantes. Em qualquer lugar o aluno terá acesso ao que há de melhor em concurso público.O professor de contabilidade incentiva os alunos a estudarem sempre. “Siga o seu projeto de estudo, mesmo que seja quatro ou duas horas por dia, mas estude sempre. Se for reprovado no concurso, não desanime descanse uma semana e volte ao ritmo de estudo normal. Isto é que faz o crescimento do aluno”, adverte.Celso Fleming é Fiscal de Rendas do Município do RJ, também conhecido como Fiscal do ISS e professor há oito anos das matérias: de contabilidade, direito tributário e constitucional. Fleming iniciou sua carreira em Curitiba, aos 27 anos foi aprovado no concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal tomando posse no cargo em 2001. Atualmente está terminando o curso de direito e tem planos de se candidatar ao concurso para procurador da república.
18 Vídeo aulas de Direito Constitucional para concursos
Conteúdo das vídeo aulas:
Capítulo 1: Teoria da Constituição
Aula 1: Introdução ao Direito Constitucional
Aula 2: Princípios Constitucionais
Capítulo 2: Direitos e Garantias Fundamentais
Aula 1: Direitos e garantias individuais e coletivas.
Aula 2: Nacionalidade, direitos e partidos políticos.
Aula 3: “Writs” constitucionais
Capítulo 3: Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas
Aula 1: Defesa do Estado e das Instituições Democráticas
Capítulo 4: Do Controle de Constitucionalidade
Aula 1: O controle difuso e o concentrado de constitucionalidade
Aula 2: O controle concentrado de constitucionalidade e as ações que o permitem.
Capítulo 5: Da separação das funções do Poder e de seus Órgãos
Aula 1: A separação de funções do Poder e do Legislativo.
Aula 2: O processo legislativo primário.
Aula 3: Da Separação das Funções do Poder e dos seus Órgãos
Aula 4: Poder Judiciário e os seus órgãos
Aula 5: Organização Político-Administrativa (Estados, Municípios e Distrito Federal).
Tamanho: 320Mb

