Não seja um concursando promíscuo...

Nesses tempos de muitos concursos na praça, uma orientação que sempre passo para meus alunos em sala de aula: "não fiquem atirando para todos os lados, escolha um concurso e direcione os estudos".

A dica é elementar, mas tem muita gente que ainda gosta da tal promiscuidade: no final de semana uma aluna me procurou no Cursinho no intuito de "pegar algumas dicas para estudo".

Até tudo bem, isso já faz parte do meu cotidiano, é difícil um dia que não falo sobre o assunto com alguém... Acontece que referida aluna, que se dizia informada sobre a divulgação de diversos editais nos próximos meses, queria um plano de estudo para nada mais nada menos que 5 (isso mesmo, cinco!!!) concursos diferentes: Agente da Polícia Federal, Auditor da Receita Federal, Auditor do INSS, Analista do TCU e Gestor Público.

Ora, se passar dias e noites pensando em um concurso público já não é uma boa coisa, imagine ficar pensando em cinco ao mesmo tempo! Especialmente quando se trata de concursos que exigem disciplinas completamente distintas, como estes em questão (TCU e Gestor exigem toda uma parte de gestão pública, contabilidade pública, finanças etc.). Isso é maluquice, a cabeça da gente não funciona assim, é perda de tempo.

Olha, demarcar um objetivo é fundamental para o êxito nos estudos. Sair atirando para todo lado, comprando tudo o que é livro e apostila que vir pela frente, fazendo tudo o que é cursinho etc. é coisa para desesperado. E, pode crer, desesperado não passa em concurso!

Por que, ao invés de ficar fazendo mil concursos, não optar por apenas um e "especializar-se" nele!

O que é especializar-se num determinado concurso? Ah, isso é muito simples: é passar a viver pensando só nele; analisar os últimos editais, ver quais foram os tópicos mais exigidos em cada disciplina; verificar entre as disciplinas exigidas aquelas em que você está mais fraco, que precisa melhorar; resolver todas as provas dos concursos anteriores (quando acabar as provas dos concursos anteriores, faça outras aplicadas pela mesma banca examinadora); ver no mercado se existem professores especializados nesse concurso (normalmente no mercado têm professores que são melhores num dado concurso do que em outros) etc.

Faça isso e depois a gente conversa... acho que não haverá arrependimento.


Autor: desconhecido.

Manual da nova ortografia

Prezados concurseiros, estou disponibilizando um manual da nova ortografia elaborado pelo prof. Leonardo Rodrigues.

Para baixa clique aqui.

Material de estudo


Autor: William Douglas.

Quais são os sete pecados capitais que o concurseiro não deve cometer?

Por: Willian Douglas

Os pecados capitais levam ao inferno, os do concurso à reprovação, desânimo e desistência. Os pecados capitais são os seguintes: gula, soberba, inveja, preguiça, ira, luxúria, avareza. Vamos vê-los agora em sua manifestação “concursândica”.

A gula é a pressa de passar. Como sempre digo: concurso se faz não para passar, mas até passar. Assim, esqueça a pressa e comece a estudar com regularidade, planejamento e antecedência. Os concursos estão vindo aos montes, e continuarão assim. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que você – se trabalhar direito – pode contar.

A soberba é a arrogância, o achar que já se é o “Sabe-Tudo”, o “rei da cocada”. Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.

A preguiça. Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Mas deixe-me dizer uma coisa: eu sou meio preguiçoso. Só que sempre fazia o que devia ser feito, quando, me imaginava desempregado e sem grana, caso deixasse a preguiça me dominar.

A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida. É impressionante como as pessoas pecam ao se compararem com os outros e dedicarem-se à reclamação e à autocomiseração em vez de estudarem e treinarem.

A ira representa deixar-se estourar, ou desanimar, pela enorme quantidade de fatos que têm justificadamente esse condão: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...). Nessas horas, não adianta irar-se. O jeito é ir estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.

A luxúria é talvez o maior pecado. Veja nela o lazer exagerado, as viagens, passeios baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo para estudar e trinar. Pois bem, equilibrar estudo e lazer, administrar bem o tempo e saber estabelecer as prioridades é essencial para chegar ao reino dos céus, digo, da nomeação.

A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato, quando economiza nos investimentos necessários para ser aprovado. Vale a pena escolher os melhores livros, cursos e gastos, que incluem até mesmo os exames de saúde para estar bem e enfrentar a maratona dos concursos. A segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão passa e deixa de utilizar o cargo e os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo. Cumprir o dever, e se puder, um pouco mais.

Pois é, que Deus nos livre dos pecados capitais e do concurso. E que façamos nossa parte, dando nossa parcela de fé e sacrifício, para chegarmos à Terra Prometida, ao Paraíso, com méritos dos santos. “Santo”, por sinal, significa, etimologicamente, “separado”. Gente que passa em concurso é assim: meio diferente da média, mais dedicada, mais focada. Isso é santidade.

No fim, os votos de que alcancemos os frutos do Espírito, que, na Bíblia (Gálatas 5:22), se opõem aos pecados capitais: amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E, claro, passar em concursos.

Mantras do concurso público - Por Willian Douglas

1 - "A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho"


2 - "Concurso não se faz para passar, mas até passar."


3 - "Concurso público: a dor é temporária; o cargo é para sempre."


4 - "Se você tem um plano, vai acabar executando-o; se você não tem um plano, o executado é você."


5 - "A vitória se alcança com a conjugação e equilíbrio da mente com o corpo."


6 - "Não há felicidade delivery, você precisa ir buscá-la dentro de si mesmo e nas escolhas que você faz."


7 - "Estudar e fazer provas não é um obstáculo; estudar e fazer provas é um caminho."


8 - "Quem com concurseiros anda, concursos passa."


9 - "Hoje é um ótimo dia para se estar vivo!"


10 - "Se você tentar, poderá dar errado; se você não tentar nunca poderá dar certo".

Concurso Público

Os concursos públicos são como as avaliações nas escolas: Uma maneira de testar os conhecimentos do indivíduo, sob pressão!

Obviamente, estamos falando dos concursos honestos, oriundos de demandas reais, organizados por instituições idôneas e disputados por cidadãos que dispõem das mesmas “armas”: lápis, borracha, caneta azul ou preta, e capacidade intelectual - O concurso público é, sem dúvida, um fantástico instrumento e símbolo de democracia, quando conduzido com lisura! Com ele, os poderes: econômico e político ficam impedidos de exercer sua principal estratégia: o tráfico de influência, também conhecido como: “pistolão”, “cartas marcadas”, apadrinhamentos e outros artifícios imorais. Não é por acaso que os principais detratores dos concursos públicos, são: Os que querem “entrar”, mas, acham que não precisam provar sua “competência” ou “qualificação”, baseados no bordão: “La garantía soy jo!”, ou seja, não estão preparados para uma disputa em igualdade de condições com os outros; e os que querem contratar, com ou sem necessidade, mas, preferem trabalhar com pessoas “conhecidas”, ou seja, “leais” ou submissas, ou a quem devam favores.

É claro que o fato de ser aprovado num concurso público idôneo não é um atestado de bom caráter. Aliás, nem todo o mau caráter tem ficha policial ou título protestado... Muitos, até, gozam de imunidade...

Além disso, se a má intenção existe, um concurso público não é um problema incontornável... Algumas “lendas” contam que alguns “escolhidos” têm acesso, prévio, ao resultado das provas, ou que estas podem ser trocadas ou, simplesmente, adulteradas... Assim, “cidadãos” que, se caírem, de quatro, numa pastagem, jamais se levantarão, podem passar, com “louvor”, em seletivas para cargos bem remunerados, que demandam especialistas...

Ok, milagres acontecem, e a Engenharia Genética está em franca evolução!

Outras “fábulas” falam de um certo tipo de “benção”: alguns passam em concursos para funções de baixa remuneração, braçais, que exigem conhecimentos de ensino fundamental... Só que, uma vez empossados, subitamente, ascendem a cargos de nível universitário, sem concurso interno ou externo, com o argumento de que dispõem de graduação! E tem gente que diz que diploma não vale nada... Quando lhes interessa, bem entendido!

Já a “saga” dos que preferem trabalhar com pessoal “conhecido”, é bem mais prática: Não fazer concursos! Para tanto, contornam a exigência destes, mediante artifícios legais, que contam com a aprovação dos que, em troca, compartilharão das indicações. Afinal, não serão eles que pagarão a conta... Estes podem, até, fazer concursos, mas sempre haverá um subterfúgio, uma entrevista, uma quota, ou uma carta de recomendação – às vezes exigidas no edital! -, que poderá alterar colocações. São critérios volúveis, que sempre deixarão uma aura de suspeição, que sugere que o direito comum foi arrepiado, e que a democracia e a Constituição não passam de mera retórica, oportunista, dos que detêm, momentaneamente, o poder. A maioria das “tradições familiares", no serviço público, surgiu e é mantida assim! O mérito pode, até, existir, mas, a disputa é desleal!

Para evitar essas nefastas distorções, no acesso ao serviço público, qualquer concurso, que pretenda ser honesto, exige rigorosos e, cada vez mais, sofisticados procedimentos de segurança. Em contrapartida, o tráfico de influências e o oportunismo também inovam, com sistemas de burla dignos dos filmes de espionagem mais audaciosos. A fraude, também aí, entrou na era digital! E é óbvio que a maioria dos que podem pagar por esses “serviços de consultoria” e “apoio logístico” não pertence às classes menos favorecidas.

O resultado é que, num futuro não muito distante, o aparato dos concursos incluirá: detectores de metal, bloqueadores de sinais de rádio, polígrafos, raios-X, exames de córnea ou DNA, cães farejadores (Será que existe alguma raça que fareje picaretas e fraudadores?)... No limite, os concorrentes farão as provas, nus! Mesmo assim, muitos ainda preferirão gastar tempo, dinheiro, “influência” e o resto de dignidade que ainda tiverem, para “dar um jeitinho”, em vez de, simplesmente, estudar...

É certo que ser aprovado num concurso honesto, não certifica a retidão de caráter de um indivíduo; mas, é insofismável que quem usa de recursos dolosos para obter cargos públicos têm possibilidades infinitamente superiores de continuar usando esse tipo de expediente no exercício de suas funções! Ao menos teoricamente, o aprovado licitamente terá a independência moral para exercer suas atividades, de forma ética. É bom lembrar que um favorecimento ou facilitação pode virar uma dívida interminável, com ônus para a sociedade, já, por demais, cansada de ser lesada, oficial e oficiosamente. Interessados nisso, os críticos dos concursos públicos continuarão a propalar que eles são entraves burocráticos e anacrônicos à “modernização administrativa”; ou argumentarão que a “carta branca”, que acreditam ter recebido pelo voto, sofre com a “limitação de movimentos”, que um quadro funcional “insubordinado”, estável, “impõe”. Ora, mesmo que isso seja, eventualmente, verdade, se a sua “notória competência” não conseguir administrar dificuldades e conflitos, na área pública, eles sempre terão a alternativa de demonstrar seu "dinamismo" e "qualificação", na privada... Ih!

Só que lá também existem processos seletivos, às vezes bem mais rigorosos... E a descarga, perdão, a dispensa é bem mais rápida!

Nada é perfeito! A começar pelos que fazem e aplicam as leis! Os fatos estão na mídia, para confirmar... Mas se os concursos idôneos incomodam alguns dos que ocupam, provisoriamente, o poder, também é verdade que eles continuarão a ser dos poucos - e indispensáveis - meios disponíveis ao cidadão comum, para a fiscalização, direta, de governos e empresas públicas!

Fonte:duplipensar.net